quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Batismo de crianças


Nos primeiros quatro séculos da Era Cristã encontramos total unanimidade acerca dessa matéria. Há numerosos testemunhos de Padres da Igreja que falam da importância do batismo das crianças. Houve também quem optasse por retardar o seu batismo, mas por razões censuradas pela Igreja, como para não ter que largar a vida pecaminosa e, assim, obter o perdão dos pecados no momento da morte (algo bastante insensato, visto que ninguém sabe em que momento irá morrer ou se terá ainda chance de ser batizado); ou livrar-se das penitências que teriam que ser feitas caso tornasse a pecar após o batismo.

SANTO IRENEU

Bispo e mártir, foi discípulo de São Policarpo que, por sua vez, foi discípulo do Apóstolo São João. Célebre por seu tratado “Contra as Heresias”, em que combatia as heresias do seu tempo, em especial a dos gnósticos. Nasceu por volta de 130 d.C. e morreu em 202 d.C.

Faz eco da fé da Igreja primitiva, que professava que todo homem nasce na carne e que, portanto, deve nascer da água e do espírito - o que interpreta inequivocamente como o batismo, pelo qual se obtém ainda a remissão dos pecados:

“E [Naaman] mergulhou [...] sete vezes no Jordão. Não foi sem razão que Naaman, já velho e leproso, foi purificado ao ser batizado, mas para nos indicar que, como leprosos no pecado, somos limpos de nossas transgressões mediante a água sagrada e a invocação do Senhor, sendo espiritualmente regenerados como crianças recém-nascidas, mesmo quando o Senhor já declarou: 'Aquele que não nascer de novo da água e do espírito, não entrará no reino dos céus'” (Fragmento 34).[1]
Ao longo dos escritos deste e de outros Padres veremos como em nenhum momento restringem a graça e os dons de Deus a ninguém, sejam bebês, adolescentes ou adultos. No texto a seguir, embora não se encontre uma referência explícita ao batismo de crianças, encontramos a crença de que Deus pode derramar a sua graça e santificar qualquer pessoa, independente de ter ou não idade para crer (rejeitando, com cerca de mil anos de antecedência, os argumentos empregados pelos anabatistas):

“Porque veio salvar a todos. E digo 'todos', isto é, àqueles tantos que por Ele renascem para Deus, sejam recém-nascidos, crianças, adolescentes, jovens ou adultos. Por isso, quis passar por todas as idades, para tornar-se recém-nascido com os recém-nascidos, a fim de santificar os recém-nascidos; criança com as crianças, a fim de santificar aos de sua idade, oferecendo-lhes exemplo de piedade e sendo para eles modelo de justiça e obediência. Fez-se jovem com os jovens, para dar exemplo aos jovens e santificá-los para o Senhor” (Contra as Heresias 2,22,4).[2]

ORÍGENES

Orígenes foi escritor eclesiástico, teólogo e comentarista bíblico. Viveu em Alexandria até 231; passou os últimos 20 anos de sua vida em Cesaréia Marítima, na Palestina, e também viajando pelo Império Romano. Foi o maior mestre da doutrina cristã em sua época e exerceu uma extraordinária influência como intérprete da Bíblia.

O testemunho de Orígenes é de capital importância, não apenas porque como os outros Padres nos explica a razão de ser necessário batizar as crianças, mas pelo seu testemunho explícito de que este foi um costume recebido pela Igreja diretamente dos Apóstolos. Orígenes, com sua pena, confirma, de antemão, aquilo que a arqueologia comprovaria ao encontrar evidências de batismos de crianças pela Igreja primitiva.

“A Igreja recebeu dos Apóstolos o costume de administrar o batismo inclusive às crianças, pois aqueles a quem foram confiados os segredos dos mistérios divinos sabiam muito bem que todos carregam a mancha do pecado original que deve ser lavada pela água e pelo espírito” (In. Rom. Com. 5,9: EH 249).[3]

“Se as crianças são batizadas 'para a remissão dos pecados' cabem as perguntas: de que pecados se tratam? Quando eles pecaram? Como se pode aceitar tal testemunho para o batismo das crianças se não se admitir que 'ninguém é isento do pecado, mesmo quando a sua vida na terra não tenha durado mais que um só dia'? As manchas do nascimento são apagadas pelo mistério do batismo. Batizam-se as crianças porque 'se não nascer da água e do espírito, é impossível entrar no reino dos céus'” (In Luc. Hom. 14,1.5).[4]

“'Havia muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi curado, apenas Naaman, o sírio', que não pertencia ao povo de Israel. Considerem o grande número de leprosos que havia até este momento 'em Israel segundo a carne'. Vejam, por outro lado, o Eliseu espiritual, nosso Senhor e Salvador, que purifica no mistério batismal os homens cobertos pelas manchas da lepra e lhes dirige estas palavras: 'Levanta-te, vai ao Jordão, lava-te e tua carne ficará limpa'. Naaman levantou-se e se foi; e, ao banhar-se, se cumpriu o mistério do batismo: 'sua carne ficou igual à carne de uma criança'. De que criança? Daquele que 'no banho da regeneração' nasce em Cristo Jesus” (In. Luc. Hom 33,5).[5]

“Se gostais de ouvir o que outros santos disseram acerca do nascimento físico, escutai a Davi quando diz: 'Fui formado na maldade e minha mãe me concebeu no pecado'. Assim diz o texto. Demonstra que toda alma que nasce na carne carrega a mancha da iniquidade e do pecado. Esta é a razão daquela sentença que citamos mais acima: ninguém está limpo do pecado, nem sequer a criança que só tem um dia [de vida]. A tudo isto se pode acrescentar uma consideração sobre o motivo que a Igreja tem para o costume de batizar também as crianças: este sacramento da Igreja é para a remissão dos pecados. Certamente que, se não houvesse nas crianças nada que requeresse a remissão e o perdão, a graça do batismo seria desnecessária” (In Lev. Hom 8,3).[6]

SANTO HIPÓLITO DE ROMA

Desconhece-se a data e o lugar do seu nascimento, mesmo que se saiba que foi discípulo de Santo Ireneu de Lião. Seu grande conhecimento da filosofia e dos mistérios gregos, e sua própria psicologia, indicam que procedia do Oriente. Até o ano 212 era presbítero em Roma, onde Orígenes, durante sua viagem à capital do Império, o ouviu pronunciar um sermão.

Por ocasião do problema da readmissão na Igreja daqueles que tinham apostatado durante alguma perseguição, estourou um grave conflito que o colocou em oposição ao Papa Calisto, já que Hipólito se mostrava rigorista nesta matéria, embora não negasse que a Igreja possuía o poder de perdoar os pecados. Tão forte se tornou a questão, que se separou da Igreja e, eleito bispo de Roma por um pequenino círculo de partidários, tornou-se o primeiro Antipapa da História. O cisma se prolongou até depois da morte de Calisto, durante os pontificados de seus sucessores Urbano e Ponciano. Terminou em 235, pela perseguição de Maximino, que desterrou o Papa legítimo (Ponciano) e a Hipólito às minas da Sardenha, onde se reconciliaram. Ali os dois renunciaram ao pontificado para facilitar a pacificação da comunidade romana, que desta forma pôde eleger um novo Papa e dar por encerrado o cisma. Tanto Ponciano quanto Hipólito morreram no ano 235.

Um testemunho de singular importância temos também graças à “Tradição Apostólica”, a qual é uma das mais antigas e importantes constituições eclesiásticas da Antiguidade (foi escrita por volta do ano 215). Nela encontramos instruções específicas acerca da administração do batismo, onde consta a prática de batizar crianças e como em razão da fé dos pais poderiam ser batizadas:

“Ao cantar o galo, se começará a rezar sobre a água, seja a água que flui da fonte, seja a que flui do alto. Assim se fará, salvo em caso de necessidade. Portanto, se houver uma necessidade permanente e urgente, se empregará a água que se encontrar. Se desnudarão e se batizarão primeiro as crianças. Todas as que puderem falar por si mesmas, que falem; quanto às que não puderem, falem por elas os seus pais ou alguém da sua família. Se batizarão em seguida os homens e, finalmente, as mulheres [...]

O bispo ao impor-lhes as mãos, pronunciará a invocação: 'Senhor Deus, que os fizeste dignos de obter a remissão dos pecados através do banho da regeneração, fazei-os dignos de receber o Espírito Santo e envia sobre eles a tua graça, para que te sirvam obedecendo a tua vontade. A Ti a glória, Pai, Filho e Espírito Santo, na Santa Igreja, agora e pelos séculos. Amém” (Tradição Apostólica 20,21).[7]

SÃO CIPRIANO DE CARTAGO

Bispo de Cartago, nascido por volta do ano 200, provavelmente em Cartago, de família rica e culta. Dedicou-se em sua juventude à retórica. O desgosto que sentia diante da imoralidade dos ambientes pagãos em contraste com a pureza de costumes dos cristãos o induziu a abraçar o Cristianismo por volta do ano 246. Pouco depois, em 248, foi eleito bispo. Ao tornar-se mais forte a perseguição de Décio, em 250, julgou melhor retirar-se para outro lugar, a fim de continuar se ocupando com o seu rebanho.

Tem-se evidência de que durante sua vida houve quem pretendesse atrasar o batismo das crianças para o oitavo dia após o seu nascimento, à semelhança da circuncisão, tornando necessário a Cipriano, em seu nome e de mais 66 bispos, enviar uma carta a Fido testemunhando a fé da Igreja de que não se deve retardar o batismo das crianças e que estas poderiam ser batizadas desde logo. A carta integral encontra-se disponível na Internet, no volume 5 de “Ante Nicene Fathers”, de Schaff (protestante) e ainda na “New Advent Encyclopedia”[8].

Entre alguns pontos interessantes, temos:

“Porém, no tocante às crianças, as quais dizes que não devem ser batizadas no segundo ou terceiro dia após seu nascimento, e que a antiga lei da circuncisão deve ser considerada, de modo que pensas que quem acaba de nascer não deva ser batizado e santificado dentro dos oito [primeiros] dias, todos nós pensamos de maneira bem diferente em nosso Concílio. Neste caminho que pensavas seguir, ninguém concorda; ao contrário, julgamos que a misericórdia e a graça de Deus não deve ser negada a ninguém nascido do homem pois, como diz o Senhor no seu Evangelho, 'o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-la'. À medida que podemos, devemos procurar que, sendo possível, nenhuma alma seja perdida [...] Por outro lado, a fé nas Escrituras divinas nos declara que todos, sejam crianças ou adultos, têm a mesma igualdade nos divinos dons [...] razão pela qual cremos que ninguém deve ser impedido de obter a graça da lei, pela lei em que foi ordenado, e que a circuncisão espiritual não deva ser obstaculizada pela circuncisão carnal, mas que todos os homens devem ser absolutamente admitidos à graça de Cristo, já que também Pedro, nos Atos dos Apóstolos, fala e diz: 'O Senhor me disse que eu não deveria chamar a ninguém de ordinário ou imundo'. Entretanto, se nada poderia obstaculizar a obtenção da graça pelos homens ao mais atroz dos pecados, não se pode colocar obstáculos aos que são maiores. Porém, se se crê que até aos piores pecadores e aos que pecaram contra Deus lhes é concedida a remissão dos pecados, não sendo nenhum deles impedido do batismo e da graça, quanto mais não deveríamos obstaculizar um bebê que, sendo recém-nascido, não pecou ainda [pessoalmente], mas por ter nascido da carne de Adão, contraiu o contágio da morte antiga em seu nascimento [...]

Logo, querido irmão, esta foi a nossa opinião no Concílio: que, por nós, ninguém deve ser impedido de receber o batismo e a graça de Deus, que é misericordioso, amável e carinhoso para com todos; e que, visto que é observado e mantido em relação a todos, parece-nos que seja ainda mais no caso dos lactantes [...]” (Carta 58, a Fido, sobre o Batismo das Crianças).[9]

É importante observar aqui que o que Fido e talvez outros presbíteros pretendiam fazer não era negar o batismo às crianças – tal como faz hoje uma grande parcela do Protestantismo – mas tão somente retardá-lo para logo depois do oitavo dia do nascimento.

GREGÓRIO DE NANZIANZO

Arcebispo de Constantinopla e doutor da Igreja, nascido em Nanzianzo, na Capadócia, no ano 329 e falecido em 389. Célebre por sua eloquência e sua luta contra o Arianismo, juntamente com outros Padres como São Basílio e São Gregório de Nissa. É reconhecido como um dos quatro grandes doutores da Igreja Grega.

Escreveu um belo sermão sobre o batismo onde testemunha a fé da Igreja Primitiva no sentido de que, se para o adulto é necessária a fé para se receber o sacramento, não é assim para a criança (que o recebe em razão da fé dos pais). Com efeito, não há desculpa alguma para se retardar o batismo, nem sequer no caso das crianças:

“Façamo-nos batizar para vencer. Tomemos nossa parte nessas águas mais purificadoras que o hissopo; mais puras que o sangue das vítimas impostas pela Lei; mais sagradas que as cinzas do bezerro, cuja aspersão podia ser suficiente para dar às faltas comuns uma provisória purificação corporal, mas não uma total remissão do pecado. Teria sido necessário, sem isso, renovar a purificação daqueles que já a tinham recebido uma vez? Façamo-nos batizar hoje, para não estarmos obrigados a fazê-lo amanhã. Não retardemos o benefício como se nos surgisse algum problema. Não esperemos ter pecado mais para, mediante ele (=o batismo), sermos perdoados em maior medida; isso seria fazer uma indigna especulação comercial acerca de Cristo. Tomar uma carga superior a que podemos carregar é correr o risco de perder, em um naufrágio, o navio, o corpo e os bens, os seja, todo o fruto da graça que não se soube aproveitar [...] Inclusive as crianças: não deixeis tempo para a malícia apoderar-se delas; santificai-as enquanto são inocentes; consagrai-as ao Espírito enquanto ainda não lhe saíram os dentes. Que pusilanimidade e que falta de fé daquelas mães que temem o caráter batismal pela fragilidade da sua natureza! Antes de o ter trazido ao mundo, Ana dedicou Samuel a Deus e, imediatamente após o seu nascimento, o consagrou; a partir de então, o carregava vestido com um hábito sacerdotal sem temor algum dos homens, em razão da sua confiança em Deus. Não há necessidade, então, de amuletos ou encantamentos, meios de que se serve o maligno para insinuar-se nos espíritos pequenos em demasia e transformar em seu benefício o temor religioso em prejuízo a Deus. Opõe a ele a Trindade, imensa e formosa talismã” (Sermão 40,11.17, sobre o Santo Batismo).[10]


 SÃO JOÃO CRISÓSTOMO

Patriarca de Constantinopla e doutor da Igreja, nascido em Antioquia, na Síria, em 347, é considerado um dos quatro grandes Padres da Igreja Oriental. Na Igreja Ortodoxa grega é reconhecido como um dos maiores teólogos e um dos três Pilares da Igreja, juntamente com São Basílio e São Gregório:

“Deus seja louvado! Ele, que produz tais maravilhas! Vês quão múltipla é a graça do batismo? Alguns enxergam nele apenas a remissão dos pecados, mas nós podemos delinear dez dons de honra. Por isso batizamos também as crianças de pouca idade, quando ainda não começaram a pecar, para que recebam a santidade, a justiça, a filiação, a herança, a fraternidade de Cristo, para que se convertam em membros e morada do Espírito Santo” (Sermão aos Neófitos).[12]




SÃO BASÍLIO MAGNO

Preeminente bispo da Cesaréia e doutor da Igreja, nascido no ano 330 e falecido em 379. É reconhecido como um dos quatro grandes Padres da Igreja Oriental, juntamente com Santo Atanásio, São Gregório de Nanzianzo e São João Crisóstomo:

“Há um tempo conveniente para cada coisa: um tempo para o sono e outro para a vigília; um tempo para a guerra e um tempo para a paz. No entanto, o tempo do batimo absorve toda a vida do homem. Se não é possível ao corpo viver sem respirar, muito menos será para a alma sobreviver sem conhecer o seu Criador. A ignorância de Deus é a morte da alma. Aquele que não foi batizado tampouco foi iluminado. Assim como sem a luz a vista não pode perceber aquilo que lhe interessa, do mesmo modo, a alma não pode contemplar a Deus. Ademais, todo tempo é favorável para conseguir a salvação por intermédio do batismo, trate-se de noite ou de dia, de uma hora ou de espaço menor de tempo, por mais breve que seja. Seguramente, a data que se aproxima é, em maior medida, a mais apropriada. Que época poderia ser, de fato, mais adequada para o batismo que o dia da Páscoa? Pois esse dia comemora a ressurreição e o batismo é uma fonte de energia para obter a ressurreição.

Por essa razão, a Igreja convoca, há muito tempo, seus filhos de peito, em uma sublime proclamação, a fim de que aqueles a quem ela deu à luz na dor, colocando-os no mundo depois de tê-los alimentado com o leite do ensino da catequese, se nutram do alimento sólido dos seus dogmas” (Protríptico do Santo Batismo 1).[13]


SANTO AGOSTINHO

Bispo de Hipona e doutor da Igreja, é reconhecido como um dos quatro doutores mais primorosos da Igreja Latina. Nasceu em 354 e foi bispo de Hipona por 34 anos. Combateu duramente todas as heresias da época e faleceu no ano 430. Os textos contrários ao Pelagianismo são abundantes, razão pela qual, por uma questão de espaço, citarei apenas alguns, nos quais aprofunda a questão da necessidade de se batizar as crianças para purificá-las do pecado original:

“O batismo dos filhos de pais cristãos: apesar do matrimônio justo e legítimo destes filhos de Deus, não nascem filhos de Deus, em razão desta concupiscência. Isto porque os que geram, embora já tenham sido regenerados [pelo batismo], não geram como filhos de Deus, mas como filhos do mundo. Com efeito, esta é a sentença do Senhor: 'Os filhos deste mundo geram e são gerados'. Por sermos filhos deste mundo, nosso homem interior se corrompe; por isso, são gerados também filhos deste mundo e não serão filhos de Deus se não forem regenerados. Entretanto, por sermos filhos de Deus, nosso homem interior se renova a cada dia; e também o homem exterior, pelo banho da regeneração, é santificado e recebe a esperança da incorrupção futura, sendo por isso chamado com toda a razão 'templo de Deus'” (Do Matrimônio e da Concupiscência 1,18,20).[15]

“Todo aquele que nega que as crianças, ao serem batizadas, são arrancadas deste poder das trevas, do qual o Diabo é o príncipe, ou seja, do poder do Diabo e de seus anjos, é refutado pela verdade dos próprios sacramentos da Igreja. Nenhuma novidade herética pode alterar ou destruir qualquer coisa na Igreja de Cristo.

A palavra Batismo pode adquirir muitas definições (novo nascimento; regeneração; inserção no Reino de Deus; lavagem de pecados, etc).
Quem crer e for batizado será salvo; mas o que não crer será condenado (Mc 16.16).
Se você considerar o contexto dessa passagem bíblica, verá que Jesus está se referindo a adultos que ouvem, entendem e rejeitam o Evangelho. mas à incredulidade e dureza do coração de adultos que ouviram os discípulos mas não creram. O livro de Marcos 10.13-16 diz o seguinte: Então lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o Reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o Reino de Deus como criança, de maneira nenhuma entrará nele. Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava. Neste texto Jesus afirma que as crianças são membros do Reino de Deus e, além disto, padrão para ingresso no Reino de Deus. Por isso, cabe aqui pergunta semelhante a que Pedro fez aos seus companheiros na casa de Cornélio: Porventura pode alguém recusar a água para que sejam batizados estes (todos; Atos 10.44 / 11.14 / 16.33 / 1 Co 1:16) que, assim como nós, receberam o Espírito Santo? (Atos 10.47). Ou seja, como negar o símbolo que é o batismo com água, àqueles a quem Deus já deu a essência que era o próprio Batismo com Espírito Santo? Da mesma maneira, não há como negar o Batismo às crianças quando Jesus, o Senhor da Igreja, declara que delas é o Reino. Afinal, não é o Batismo um ritual de iniciação na comunidade do Reino de Deus, a Igreja? Sendo assim, que direito nós, os adultos, temos de impedir o acesso de uma criança ao Batismo, quando Jesus a declara como membro natural do Reino de Deus?

Batismo"sinal visível da graça de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual nos tornamos participantes da comunhão do Espírito Santo e herdeiros da vida eterna". Note-se aqui que é pela graça em Cristo e não pelo batismo que nos tornamos "participantes"! O Batismo é o gesto humano (exigido por Deus) do reconhecimento dessa graça. Jesus morreu por mim antes mesmo que eu soubesse, antes mesmo que eu tivesse consciência disso, mesmo quando eu era criança e bebê de colo.
O Batismo infantil mais do que teoria, é o reconhecimento da graça sem limite de Deus sobre a vida das crianças, ao longo da história.
Nós cristãos cremos que a Aliança de Deus com o seu povo sempre incluiu as crianças (veja, por exemplo, Dt 29:10ss, At 2:39). Inúmeras vezes Deus chama as crianças (Jr 1:5; 1Sm 3; Lc 1; Gl 1:15). Revelando que nosso Deus não faz acepção de pessoas (Tg 2:9; Lc 10:21; Pr 28:21). São alguns seguidores de Jesus quem geralmente fazem acepção de pessoas. Foi assim, por exemplo, com o cego de Jericó (Lc 18:39), com Zaqueu (Lc 19:7), e com as crianças (Lc 18:15). Daí a necessidade de orarmos e vigiarmos continuamente para não cairmos na tentação de construir muros onde Jesus deseja pontes.
A Nova Aliança além de não excluir os judeus e as crianças, inclui de forma explícita as mulheres que não podiam ser circuncidadas mas podem ser batizadas e também os gentios. De forma que a partir desta aliança vemos famílias inteiras (a família naquela época incluía os escravos e todas as pessoas na casa!) serem batizadas em nome do Senhor Jesus. As famílias de Lídia (At 6:15); de Estéfanas (1Co 1:16) e do carcereiro de Filipos (At 16:31-33).Não diz apenas os adultos, mas toda a familia.

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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Interpretação pessoal ou eclesial?

A própria Escritura em 2 Pedro 1,20 diz que nenhuma profecia da Escritura resulta de uma interpretação particular, ora pois, isso porque a interpretação é eclesial (da Igreja). Aqui derrubamos o princípio “solascriptura”. Concluí os estudos filosóficos e teológicos sou seminarista franciscano, acredito no ecumenismo como unidade dos cristãos em ações em prol da vida e solidariedade, não como mistura de crenças. Não há crença mais completa do que existe na Igreja Católica. Sou católico e tenho amizades com protestantes sinceros, abomino aqueles que superficializam a Igreja e Maria. Não consigo entender os cismáticos, hereges e apóstatas que: sem as mediações da tradição querem fazer uma interpretação correta das Escrituras, creio que isso é temerário e inválido (falível). Explico por quê.Como estudante de Teologia, fui além do pedido, aprofundei a séries dos pais da Igreja, tanto latinos como gregos, fiz uma síntese de todos os Concílios ecumênicos ou não da Igreja Católica, a síntese variou mais ou menos em cinqüenta concílios (segundo o Magistério eclesiástico), alguns deles com indicações sobre o conteúdo da fé. E agora vem alguns cristãos dos últimos tempos, oriundos de denominações que não possuem o depósito da fé (1 Timóteo 6,20), e querem interpretar corretamente um texto escriturístico, eles possuem condições para isso? A resposta é não.

Aqui vai mais uma pergunta. A quem Jesus Cristo mandou guardar e conservar íntegro o depósito da fé? Guardar o depósito da fé é a missão que o Senhor Jesus Cristo confiou à sua Igreja, e depois estes “cristãos” dizem que só Jesus basta, tenham dó. A Igreja Católica que guardou o depósito da fé pela missão apostólica e pastoral, só ela é capaz de fazer resplandecer a luz da verdade do Evangelho que conservou pela sua liturgia, só ela é a verdadeira Esposa de Cristo e tem condições de levar a todos os homens a procurarem e acolherem o amor de Cristo que excede toda a ciência. (cf. Ef. 3,19).Tudo o que a Igreja faz, o faz em nome da Trindade, ela brotou do lado aberto de Cristo crucificado e fortificou-se com o Pentecostes. Prefigurada no A.T. instituída nos tempos, manifestada na efusão do Espírito Santo é necessária para conduzir os eleitos e será consumada na glória, ela congrega desde Abel até o último eleito. A Igreja é perene fidelidade ao Espírito Santo que a conduz, desde os tempos de sua fundação sob a responsabilidade petrina, guardou e conservou o depósito da doutrina cristã, tudo o que a Igreja Católica é, ela demonstra pela sua beleza e profundidade espiritual que se expressa nas obras de arte e templos, assim como nos testemunhos dos mártires e santos, assim como na sua doutrina, tudo isso não é exercido a meio milênio, nem nos últimos séculos (denominações sem fundamento sólido), mas há mais de vinte séculos.Crer equivale a recordar a ação de Deus desde os antepassados e fundadores do povo. Crer, recordar e confessar: “Meu pai era um arameu errante...(Dt 26,5). No N.T., as coisas assumem dimensões específicas; pela sua própria natureza, a Igreja é comunidade transmissora e intérprete da Palavra de Cristo Jesus.

A pregação cristã primitiva, experimenta um processo que vai desde a expressão oral de Jesus Cristo, até os apóstolos, e destes, a muitos e diversos povos que a escutarão e que crerão com o coração (Rm 10,l14-17). Por isso, as cartas de Paulo estão repletas de expressões como: pregar, catequizar e transmitir, que supõe uma gradual e crescente recepção por parte dos destinatários: ouvir, crer e confessar. A revelação cristã não é senão a doação ou entrega da Palavra de Deus (Tradição e Escritura) à Igreja que a interpreta esta Palavra lançando luzes à realidade para que se concretize o Reino de Deus.Cristo entregue (traditus) aos homens é o evento constitutivo da revelação de Deus e ao mesmo tempo, o princípio da tradição. Por isso, ninguém dá o que não tem, uma igreja inventada nos últimos séculos carece de mediações apostólicas conservadas na Igreja Católica pela contínua sucessão. Estas comunidades, embora sejam eclesiais, não possuem em plenitude os meios necessários para interpretar corretamente as Escrituras. O que saiu da boca de Cristo ou o que foi inspirada pelo Espírito Santo aos apóstolos e seus sucessores nós católicos conservamos.Não creio que seja digna de crédito uma instituição que se diz cristã e não possui o cânon completo das Escrituras, ainda arriscam afirmar: “Só a letra” nem toda a letra possuem, foi o nacionalismo judeu de Jâmnia no segundo século depois de Cristo que eliminou o cânon completo usado pelos judeus da diáspora desde o segundo século antes de Cristo.


O que falta aos que se desviaram da tradição apostólica? O cânon completo, as mais preciosas doutrinas e atos celebrativos (ritos). Orientações biográfico-históricas, tais como a visita de Paulo à Tarragona ou a de Tiago à Galícia, o dia da Páscoa, os dogmas cristológicos e marilógicos. Sobre Maria, revelam estranheza ao que os pais da Igreja escreveram com convicção, a celebração litúrgica dos sacramentos, as profissões de fé, os costumes atribuídos a Igreja apostólica, o batismo de crianças antes do uso da razão (deles é o Reino dos céus), a celebração do Domingo em vez do Sábado, como dia de Páscoa semanal, é indicada na Escritura, mas realizadas pela própria vida da Igreja apostólica, a série dos pais da Igreja gregos e latinos, os mais de cinqüenta concílios, os relatos dos martírios e testemunhos de fé. A Igreja Católica em sua doutrina, vida e culto, perpetua e transmite a todas as gerações, tudo o que ela mesma é, tudo o que ela mesma crê (DV 8) Isso, também progride pela assistência do Espírito Santo, pela contemplação, pelo estudo, pela penetração sapiencial das coisas espirituais, pela pregação... tudo isso faz tender à plenitude da verdade divina de fé, o depósito que os que protestam não possuem, sem este seguro a Igreja Católica estaria ameaçada pela fabilidade e impossibilidade de renovar-se e santificar-se. Reconhecemos também a Igreja Ortodoxa pela contribuição que dá na conservação dos pais gregos, pois a Escritura é um texto para interpretar, só interpreta corretamente a comunidade de fé que possui o depósito ( 1 Timóteo 6,20). Mesmo que alguns digam que a sua interpretação não é sua, mas de seu pastor ou grupo religioso, a quebra da sucessão e a falta de mediações lhes tornam deficitários e falíveis pela falta de todas as mediações, ainda que possuem lanpejos de verdade, pois o Espírito Santo sopra onde quer. Mas a plenitude dos meios, temos que admitir, só na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.


Nesta Una e única Igreja de Deus, já desde os primórdios, surgiram algumas cisões, que o Apóstolo censura como gravemente condenáveis. Dissensões mais amplas nasceram nos séculos posteriores. Comunidades não pequenas separaram-se da plena comunhão com a Igreja católica, por vezes não sem culpa de homens de ambas as partes.As rupturas que ferem a unidade do Corpo de Cristo (distinguem-se a heresia, a apostasia e o cisma) não acontecem sem os pecados dos homens.O CIC cânon 751 diz: Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do batismo, de qualquer verdade que se deva crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dela; apostasia, o repúdio total da fé cristã; cisma, a recusa da sujeição ao Sumo Pontífice ou de comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos.“Onde estão os pecados, aí está a multiplicidade, aí o cisma, aí as heresias, aí as controvérsias. Onde, porém, a virtude, aí a unidade, aí a comunhão, em força da qual os crentes eram um só coração e uma só alma”. (Orígenes).Podem os ortodoxos, protestantes e evangélicos serem suprimidos dessa carga cismática? Sim, podem, portanto, desde que reconheçam que o cisma é um escândalo e que Deus quer a unidade dos cristãos, por isso, somos chamados a oração em comum, o conhecimento fraterno que evita condenações exageradas por pura ignorância da verdade e o sincero desejo de colaboração e serviço a todos os homens na mútua ajuda e oração comum.

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Alguém alterou os dez mandamentos?

Os dez mandamentos ou decálogo (deca: dez, logos: palavra) são, conforme a doutrina Católica e as Escrituras, as obrigações religiosas e morais mais fundamentais do homem para com seu Criador e para com o próximo; foram primeiro revelados a Moisés no Monte Sinai, esculpidas em pedra, para mostrar que a lei de Deus não passa.Há duas passagens do Antigo Testamento com a lei: Êxodo XX e Deuteronômio V; nestas duas passagens, a ordem dos mandamentos é basicamente a mesma, porém não há NUMERAÇÃO. Não está escrito: Primeiro Mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas; Segundo Mandamento: não tomar seu nome em vão, etc...Os protestantes não fazem menção ao primeiro mandamento! A explicação para isso é simples: se tomarmos literalmente os textos acima, o primeiro mandamento é: "Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão". E aí o mandamento fica num formato diferente de todos os demais, onde não há OBRIGAÇÃO, NÃO há propriamente MANDAMENTO, para confusão dos protestantes!Em todos os outros, Deus MANDA, usando o IMPERATIVO: "não tomarás o nome do Senhor em vão...", trabalharás sete dias e descansarás no sábado...", etc.Que nesta primeira frase Deus se revela como o Senhor do povo judeu é uma verdade sublime, inquestionável, mas Deus, aqui, não está impondo ao seu povo nenhuma obrigação, e a obrigação é propriamente a essência do Mandamento.Assim, a Igreja, sabiamente (com Santo Agostinho) condensou em um Mandamento o sentido das duas primeiras frases, que na verdade estão detalhando a obrigação maior do homem para com Deus: que o homem não tenha diante de si e não preste culto a ninguém senão ao verdadeiro Deus. Amarás ao Senhor teu Deus sobre todas as coisas!Além do mais, como lhe falei na primeira mensagem, Cristo dá, no Evangelho, parte dos Mandamentos em outra sequência, numa passagem (S.Mateus, XIX, 18-19), e complementa com os demais mandamentos em outra passagem (Mateus, XXII, 37-39);

Na primeira passagem, Cristo está respondendo exatamente ao moço rico, que pergunta QUAIS MANDAMENTOS deveria seguir. E Cristo diz: "não cometerás homicídio (quinto); não adulterarás (sexto); não cometerás furto (sétimo); não dirás falso testemunho (oitavo); honra ao teu pai e tua mãe (quarto), e amarás ao teu próximo como a ti mesmo (o novo mandamento, que encerra os anteriores)". Nenhuma palavra aos três primeiros (e mais importantes, em relação a Deus!); e além disso, UM NOVO MANDAMENTO, tirado de Levítico XIX, 18: amar ao próximo como a si mesmo.Na segunda passagem, Cristo responde àqueles que querem saber qual o primeiro e máximo mandamento: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo coração, e de toda a tua alma e com todo o teu entendimento. Este é o máximo e o primeiro mandamento. E o segundo semelhante a este é: Amarás a teu próximo como a ti mesmo". E este segundo NÃO está literalmente no decálogo de Moisés.

E no episódio do doutor da lei que, procurando tentar a Cristo, vemos a confirmação desta passagem: à pergunta sobre como possuir a vida eterna, Cristo responde com outra pergunta: "O que está escrito na lei? Como lês tu?" E o doutor da lei acaba dizendo as seguintes palavras: "Amarás o senhor teu Deus de todo coração e com toda a tua alma, e com todas as tuas forças, e com todo o teu entendimento, e o teu próximo como a ti mesmo." (S. Lucas X, 25-28), e Jesus elogia o doutor da lei, porque dissera bem.Onde está o (assim chamado) segundo mandamento do protestante? Cristo o incorporou ao primeiro! Amar o senhor Deus de todo coração e com toda a alma, e com todas as forças, e com todo o entendimento, eis o MAIOR MANDAMENTO!Portanto, os Dez Mandamentos foram sintetizados na Nova Lei, por Cristo mesmo, em apenas dois, que encerram e resumem todos os demais. Amar a Deus implica evidentemente não adorar falsos deuses, não tomar o seu Santo nome em vão, e a guardar um dia da semana para reconhecer a Deus soberano, prestando-lhe culto. Amar ao próximo como a si mesmo implica nos demais sete.O problema dos protestantes é com as imagens, que já debatemos longamente e mostramos como Deus as permitiu, com finalidade devocional e artística, vedando, porém, sua adoração. Veja Número XXI, 8-9 (Serpente de Bronze), III Reis VI, 23, 28-29 (querubins, leões, bois, etc), entre outros que mostram que Deus mandava fazer imagens, e que permitia que se fizessem, com as finalidades descritas acima.E os mandamentos na divisão que conhecemos, não foram feitos para que os católicos escondessem a proibição das imagens, ao contá-los de forma diferente; quem apresentou pela primeira vez os mandamentos com essa forma foi Santo Agostinho, baseando-se no texto hebraico, na obra: "Quæstionum in Heptateuchum libri VII, Bk. II, Question lxxi", (conforme nos ensina o catecismo romano) sendo aceito por toda a cristandade a partir de então.
Curioso, é que mesmo os Luteranos ACEITAM essa divisão (menos os seguidores de Bucer); como cada protestante tem uma interpretação própria e única, mais cedo ou mais tarde alguns decidiram se rebelar também contra isso; pelo teor da resposta de seu oponente, ele parece ser Adventista, pois reclama do Sábado também (terceiro mandamento), cada protestante tem uma interpretação diferente, por causa do absurdo livre exame, e no fim dizem que são inspirados pelo mesmo Espírito Santo...A Igreja não alterou portanto os mandamentos, mas seguiu sapientíssimamente a divisão do Bispo de Hipona, que compilou o espírito da lei, obedecendo a nova forma dada por Cristo, nos Evangelhos.

E o protestante diz ainda as seguintes inverdades (que vou respondendo na seqüência de cada uma); "Não satisfeita com isto, (a Igreja) alterou completamente o quarto Mandamento, que na Bíblia no original em hebraico diz: "Lembra-te do dia de >sábado, para o santificar...", este foi modificado pela Igreja Católica >para "guardar domingos e festas".Ora, conforme respondemos já a outros adventistas, a palavra sábado significa descanso, e que o próprio Cristo colheu espigas no sábado com seus Apóstolos, para mostrar que o dia consagrado ao Novo e Eterno Testamento seria o Domingo, dia em que Cristo ressucitou, motivo de alegria maior para os Católicos; E porque a Igreja também coloca nas festas? Veja em Levítico XXIII, 36, que na festa da Expiação Deus também reserva um dia ao descanso, e curiosamente, não é o sétimo, mas o oitavo: "E durante sete dias oferecereis holocaustos ao Senhor; o dia OITAVO será também soleníssimo e santíssimo, e oferecereis um holocausto ao Senhor, PORQUE É DIA DE AJUNTAMENTO E ASSEMBLÉIA; NÃO FAREIS NELE OBRA ALGUMA SERVIL.".Aliás, todo o trecho que vai do versículo 23 até o final do capítulo (XXIII), mostra que o dia santificado é ora o primeiro, ora o oitavo, mostrando que o espírito da lei (descanso e santificação) não se prende ao nome do dia (sábado).
SOFISMA AINDA UM PROTESTANTE: > "Não parou por aí, criou ainda mais cinco mandamentos paralelos (não >criados por Deus e não presentes na Bíblia no original em hebraico), >chamados de "Mandamentos da Igreja": 1- Ouvir a Missa inteira aos domingos >e festas de guarda; 2- Confessar-se ao menos, uma vez cada ano; 3 - >Comungar ao menos, pela Páscoa da Ressusreição; 4 - Jejuar e abster-se de >carne, quando manda a santa madre Igreja; 5 - Pagar os dízimos, segundo >costume. (Doutrina Católica, Edições Loyola, página 100)."Baseada nos ensinamentos de Cristo (Mandamentos e Sacramentos), a Igreja então definiu mais cinco preceitos, visando que o católico pudesse ter uma referência para que, cumprindo minimamente as recomendações de Cristo, pudesse progredir na vida espiritual.A Igreja, sendo a única esposa de Cristo, e tendo recebido o depósito da fé integral do mesmo Cristo, tem o direito de definir normas para que os católicos se aproximem dos sacramentos, obedeçam a lei e pratiquem a virtude.De novo nenhum acréscimo, nenhuma mudança, somente a aplicação prática da lei visando a salvação da almas.PROTESTA DELIRANTEMENTE O PROTESTANTE: > "Apesar disso, em algumas edições da Bíblia Católica como: Loyola, >Ave-Maria, Paulinas, você ainda poderá observar que os Dez Mandamentos >estão intactos, como no original hebraico, e sem estas modificações, e com >o segundo mandamento presente.>Eis o Segundo Mandamento que você não citou na sua resposta: "Não farás >para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos >céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as >adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor teu Deus..." (Êxodo >20:4-5).
>Por que será que a Igreja Católica suprimiu justamente este mandamento das >suas principais edições da Bíblia Católica e deu um jeitinho nos demais >para torná-los em dez e assim jeitosamente enganar aqueles que se deixam >enganar?"E aí, contraditoriamente, o protestante diz que a Igreja suprimiu o mandamento da Bíblia (não cita qual), e diz igualmente que em algumas edições da Bíblia Católica, os mandamentos estão todos lá. A própria contradição mostra que a afirmação é falsa, pois as Escrituras foram conservadas pela Igreja, que não alterou nem suprimiu nada. O não adorar falsos deuses está na Bíblia, e os católicos obedecem fielmente este preceito, que faz parte do Primeiro Mandamento: "Amar a Deus sobre todas as coisas."Só para ilustrar, escrevo no dia 10 de Julho, em que comemoramos a memória dos sete irmãos mártires, filhos da nobre romana Felicidade, que recusando-se a cultuar os falsos deuses, foram mortos na perseguição do imperador romano Marco Aurélio. Como pode a Igreja ter suprimido o preceito contra a idolatria, se até hoje comemora os milhares de cristãos mortos nas perseguições romanas, por não abandonarem a fé e não cederem à mesma idolatria?Para finalizar, é interessante notar que os protestantes reclamam infundadamente da ordem dos Mandamentos, mas desprezam sua prática....principalmente a do Oitavo Mandamento (não mentir); Isso é porque se prendem à letra, que mata, como diz São Paulo: "Deus nos fez idôneos ministros do Novo Testamento, não pela letra, mas pelo espírito, porque a letra mata, mas o espírito vivifica" (II Cor. III, 6).

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Respondendo aos protestanes

Uma boa resposta aos protestantes?
Vocês dizem que não é pecado a fabricação de imagens, nem a genuflexão,em frente a elas, e nem as procissões, baseados nos textos da ordem de fazer a arca, com querubins e etc.E que os antigos saiam com a arca de Deus pelo meio das ruas (algo assim). Concordo plenamente. Mas me digam: onde é que, em frente às imagens dos seres celestiais ou da arca, alguém pede algo a estes, porque vocês assim o façam?Respostas: Como muitos gostam das respostas através da Bíblia, vamos a ela para analisar a questão sobre conversar ou pedir alguma coisafrente a uma imagem. Começamos com (Êxodo 25,22) que diz o seguinte: "Ali virei ter contigo, e é de cima da tampa, do meio dos Querubins que estão sobre a Arca da Aliança, que te darei todas as minhas ordens para os Israelitas".


Explicação: A parte que diz, "Ali virei ter contigo", e a outra, "te darei todas as minhas ordens para os Israelitas" mostra que Moisés está pedindo uma resposta, e ao mesmo tempo está conversando com Deus, através de uma imagem (Querubins) e este mesmo Deus está passando as instruções para Moisés. Você concorda? Se assim não o fosse, esta passagem de (Êxodo 25,22) teria que ser retirada da Bíblia, pois Deus prometeu a Moisés que falaria com ele através daquela imagem (Querubim). Com certeza Moisés também estaria fazendo algum pedido.
Vocês dizem que é ordem bíblica que cada irmão interceda pelo outro e vocês também dizem que há consciência após a morte. Concordo plenamente. Mas, por favor me digam, onde tem na bíblia um servo de Deus pedindo intercessão a outro servo de Deus depois de morto, como vocês inferem que seja? Nem a Abraão, nem a Elias, nem a Eliseu, nem a Davi, nem a nenhum dos Apóstolos foi pedido nada depois destes mortos. Me expliquem , por favor, porque vocês ainda assim o fazem.Respostas: Esta segunda pergunta está equivocada, porque em (Tobias - Mostrar texto das mensagens anteriores - 12,12)) diz o seguinte: " Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepultá-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor". Explicação: O Anjo está falando com Tobias, e como você pode perceber, Tobias estava orando e intercedendo pelos mortos.Mas vamos supor que você não aceite esta passagem, e diz que ela está somente na Bíblia Católica com os 73 livros, não existindo na Bíblia protestante com os 66 livros. Vamos então para a sua Bíblia e conferir: em (2 Tim 1,18). Nesta passagem, Paulo ora a Deus pelo amigo Onesífero. "Que o Senhor lhe conceda a graça de obter misericórdia do Senhor naquele dia".Se você comparar os versículos 25 a 18 do capítulo 1º, com o versículo 19 do capítulo 4º desta mesma Epístola, vê-se que Onesífero já era morto, porque nestes textos, Paulo se refere nominalmente a outras pessoas, e quando seria o caso de nomear Onesífero, seu grande amigo e benfeitor, ele não o faz, mas só se refere "à casa" e "à família de Onesífero". Daí podemos ver que Onesífero não era mais do número dos vivos. E Paulo ora por ele, pedindo que o Senhor tenha dele misericórdia.
Vamos também em (Êxodo, 32, 11-14) quando Moisés pede a Deus que poupe o povo culpado em atenção aos Patriarcas Abraão, Isaac e Jacó, todos já falecidos. Pergunto! Porque Moisés não pediu a Deus somente para os que estavam vivos? E não deixou os mortos , Abraão, Isaac e Jacó de lado?Vamos à sua terceira pergunta de acordo com a Bíblia!Não achei isso em nenhum estudo apologético vosso. Vocês católicos, atribuem poder aos vossos santos, como muito vejo, pedindo milagres, proteção, ajuda, graças, coisas que vão além da intercessão. Onde há na Bíblia que qualquer pessoa a não ser Deus tem essas capacidades?Respostas: A Bíblia afirma que os Santos "julgarão o mundo" Confira em (1 Coríntios 6,2) Além disso, eles estão nas mesmas condições dos Anjos, conferir em (Mateus 22,30) que diz o seguinte: "Na ressurreição, os homens não terão mulheres, nem as mulheres maridos; mas serão como os Anjos de Deus no Céu". E em (Hebreus 1,14) diz "que eles exercem um Ministério em favor da nossa salvação". Concluindo: Se os Santos estão nas mesmas condições dos Anjos lá no Céu, e exercem um ministério em favor da nossa salvação, então podemos pedir proteção e ajuda tanto a eles como os Anjos, pois são Intercessores perante a Deus (Não confundir com mediador, pois isto se deve exclusivamente a Jesus Cristo).
Vamos à 4ª pergunta:Eu queria que vocês diferenciassem veneração, quando vocês dizem ser o culto aos santos, de adoração, quando vocês dizem ser o culto a Deus. Mas não são diferenças da etmologia das palavras, que eu sei que no site tem, são as diferença de atos. Tipo assim, qual é o ato no culto católico que é de adoração e qual é o ato que é de veneração. Por favor me corrijam se eu estiver errado. Vejo vocês louvando aos santos, o que na Bíblia toda diz que só Deus é digno, de honra, glória, e louvor.Respostas: Venerar é honrar, saudar homenagiar, bem-aventurar etc. Enquanto adorar é oferecer sacrifício. Só a Deus é oferecido Sacrifício pela sua Igreja. E o Sacrifício que a Igreja oferece é a Santa Missa que está centrada na Eucaristia que é o corpo e o sangue de Cristo. Para você entender melhor, abra sua Bíblia em (Jo 6,52-59) e verá que Jesus responde aos Judeus, reafirmando o que antes tinha dito. "Quem não Comer da minha carne e não Beber do meu sangue não terá a vida eterna". E afirma ainda, que sua carne é verdadeiramente uma comida e seu sangue verdadeiramente uma bebida". Confira também em (Mateus 26,26) (Marcos 14,22) (Lucas 22,19) (1 Cor 11,23) (1 Cor 11,27-29). Note-se que quando Deus mandou sacrificar o Cordeiro da Páscoa no Egito e marcar as portas com seu sangue, ele mandou comer da carne do Cordeiro (Ex 12,1-11). Ora, o Cordeiro era figura de Cristo que é ocordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1,29). É evidente que o sacrifício de Cristo é um acontecimento único, que não precisa jamais ser repetido. Na Santa Missa, não há repetição do sacrifício; Jesus não é imolado de novo. A sua imolação única, porém, passa a estar novamente presente, por graça de Deus, para que possamos, nós também, receber seus frutos dois mil anos depois. Adoração, não é simplesmente o fato de nos ajoelhar-mos diante de uma imagem de um Santo ou de Maria. A Igreja Católica somente oferece Sacrifício a Deus, não a Maria e aos Santos.
Por fim, vamos a sua última pergunta!Por último eu queria falar a respeito de Maria. Sei que Maria foi uma mulher diferente das outras, pois a Bíblia diz que ela foi "Bendita entre as mulheres". Mas me digam porque ela tem poder de fazer algo por nós, excluindo a intercessão que vocês dizem, se ela mesmo disse que pedíssemos tudo a seu Filho? Porque vocês pedem a ela proteção, e atribuem, especialmente, poder de fazer milagres?Respostas: A Igreja nunca ensinou que Maria tem poder próprio, e nunca nenhum Católico afirmou isso. Os milagres que acontecem através dela vem do poder de Deus pela sua intercessão, assim como você intercede por uma pessoa e Deus atende também. Ou seja: você é o intercessor entre Jesus e outra pessoa, mas Jesus é o mediador entre você e Deus Pai. Assim a sua intercessão pode ser atendida Eis a diferença! É lamentável que muitos protestantes não compreendem.A intercessão é tão clara, que podemos lembrar as bodas de Caná (João 2,1-11) Não foram os noivos que vieram pedir o milagre diretamente a Jesus, mas usaram da intercessão humana da Mãe de Jesus. E ele atendeu, mesmo não chegando a sua hora. Jesus é o Mediador, mas de Rendenção, o que não exclui a intercessão dos Anjos, Santos e Maria, como ficou provado.Eis aí as respostas, e todas elas dentro da Bíblia.

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A comunhão dos santos

A evocação dos espíritos foi por diversas vezes condenada pela Igreja Católica, como pela Escritura, pois é uma forma de manipulação e de exploração, uma violação da alteridade. Portanto trai uma vontade de domínio do sagrado e se torna uma violentação da alteridade sagrada dos mortos.No entanto, a incocação e a intercessão estão fortemente enraizadas na tradição cristã e consagradas pelo culto. Aqui vale de modo particular o princípio "Lex orandi, lex credendi". Contra os purismos, sobretudo contra a tendência protestante de negar mediação aos santos por uma compreensão reducionista e excludente da mediação de Cristo, a Igreja Católica renovou sua profissão de fé na única intercessão e mediação de Cristo, mas ela mesma participada pelos santos. Isso se fundamenta na experiência eclesial da comunhão dos santos.A redução da escatologia a um evento individual e a cultura moderna do indivíduo deformaram a sensibilidade pela comunhão dos santos. E nesse ponto, como em outros, o esquecimento favorece o reaparecimento em forma de heresia. A verdade e a vivência da comunhão dos santos pode corrigir as especulações espiritualistas sem cometer injustiças aos mortos. Pelo contrário, é uma forma profunda de comunicação e de consolação.
Fonte bíblica
Na Escritura, cada indivíduo é visto como membro de um povo, de um corpo. Não se trata de uma grosseira visão coletivista que seria fruto de um estágio ainda tribal. Até porque a experiência tribal pode conter verdade humana que se perdeu com o individualismo moderno. A incorporação em uma comunidade, que foi chamada de "personalidade corporativa" ou, ultimamente, de "Pessoa comunitária" ligada à experiência do Espírito que é a Pessoa que faz de muitas pessoas uma Pessoa comunitária, é um dos elementos mais originais também do Novo Testamento. Os autores do Novo Testamento, sobretudo São Paulo, são conhecedores da sabedoria religiosa grega, e sabem da salvação da alma individual que domina a espiritualidade de cunho mistério e gnóstico. E no entanto insistem exatamente na diferença da forma de salvação cristã: a salvação corporal e corporativa, em que a comunidade é ao mesmo tempo sujeito e conteúdo escatológico: a comunidade é quem salva (sujeito). E a comunidade é que é salva (conteúdo).No AT, a promessa e a esperança pertencem a um povo, ainda quando é de caráter intra-histórico. Após o exílio, até mesmo a ressurreição é sempre ressurreição de um povo. No NT, esta ligação é ainda mais evidente a comunidade eclesial - assembléia eleita, convocada - é a comunidade escatológica que nasce do evento cristológico, da pácoa de Cristo.
Já e ainda-não
À diferença do êxodo do AT e do Judaísmo, que caminhava em direção a uma salvação "futura", a comunidade cristã já experimenta as primícias antecipadas da salvação. Por isso, pode dede já ser sacramento, sinal e primícia, do Reino de Deus, que, no entanto, permanece escatológico.A Igreja vive uma tensão aberta à escatologia. Não é uma "sociedade perfeita", pois isso a imobilizaria e a identificaria indebitamente com o Reino de Deus. "A Igreja peregrina leva consigo- nos seus sacramentos e nas sua instituições - a figura deste mundo que passa e ela mesma vive entre as criaturas que gemem e sofrem como em dores de parto até o presente e aguardam a manifestação dos filhos de Deus. A plenitude da Igreja coincidirá com sua superação sacramental e institucional, como superação em direção à comunhão imediata, sem necessidade de sinais sacramentais, de todas as criaturas e dos filhos de Deus, a comunhão dos santos. Por ora, ela é sacramento e primícia da comunhão dos santos.Daqui decorre o critério da salvação como inserção na comunidade de salvação, na comunhão dos santos. Isso não anula a unicidade do indivíduo e da salvação individual, mas indica a direção e a forma de salvação individual: na comunhão, na comunidade. E a comunidade terrena dá condições de entender a salvação em sua integralidade, de alma e corpo. Como sinal sacramental e como realidade corporal, a comunidade eclesial que peregrina nesta terra tem a estrutura da comunhão dos santos onde cada indivíduo é integrado à salvação.Por, isso, não me venham com essa de que ninguém precisa de Igreja. Fora dela não há salvação no sentido de que Deus salva um povo, o povo de Deus.


Invocação, intercessão, consolação
A veneraçao e a intercessão não diminuem mas aumentam a adoração devida só a Deus e a medição única de Cristo. A invocação conserva a gratuidade da amizade e respeita os desígnios de Deus sem precisar violar com "evocação do espírito". Mas toda comunhão exige veneração e invocação. Finalmente, é fonte de imitação e de engajamento histórico: os que já chegaram à meta escatológica não ficaram atrás de nós na nostalgia que paralisa a história, mas estão à nossa frente, dando ainda sua contribuição à história ao se integrarem à mediação de intercessão de Cristo, e, portanto, "reinado" na história com Cristo, prestando serviço ao nosso caminho até também nos juntarmos a eles. Pois por ora nós fazemos falta à plenitude escatológica da comunhão dos santos.Consolação é a palavra que resume bem a comunhão dos santos: ninguém caminha sozinho, ninguém se salva sozinho, e nem é sozinho que se vive a vbem-aventurança.
Santos
Os mortos terminaram seu percurso terreno. Estão "além". Como nos relacionamos com eles? Da mesma forma como nos relacionamos com Deus, com Cristo: sofremos por não tê-los face-a-face, e, no entanto, a ausência de localização corporal os torna sempre presente a nós, a distância faz vê-los com mais objeitividade e sobretudo com mais afeto: o amor aos mortos que foram amados não desaparece mas é conservado e purificado para a comunhão. POde inclusive amadurecer depois da morte. Em conclusão, é o amor que estende a comunhão dos santos debordando fronteiras inclusive da morte. Enquanto estamos peregrinando pela história terrena, os laços da cmunhão dos santos também peregrinam na esperança e no amadurecimento.Enfim, a intercessão supõe a mútua ajuda, que também não é interrompida com a morte.Bin, não estou dialogando aqui, propriamente a mediação, se bem que deixo claro que ela é única, mas não exclusiva, se não fosse assim, Jesus não escolheria apóstolos. O que quero que comenentes é se acreditas ou não na comunhão dos santos.

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Dando as razões da fé

Razões porque sou católico
O homem necessita receber o que precisamente lhe é o mais necessário, pois a razão quer ir até o extremo de si mesma. “Sem o sentido transcendente, o homem e a cultura são condenados ao absurdo e ao nada.” (H.C. de Lima Vaz). A nova esperança que nasce da fé na ressurreição de Jesus, o Crucificado, não nega a história – seja colocando a esperança só na vida pós-morte, fora da história, seja não reconhecendo os limites e as contradições da história –, mas cria um espaço de vida diante da opressão e morte. É uma esperança incompreensível para a racionalidade dominante, para a lógica do poder, mas não é uma esperança irracional, tem uma “racionalidade”, uma razão de ser, por isso devemos “dar a razão da nossa esperança” (1Pe 3,15). A nossa esperança e o nosso testemunho não podem ser fundadas na fé em Deus-poder ou na divinização de alguma pessoa, grupo social ou instituição. O Evangelho de Jesus nos propõe um Deus que se esvazia do seu poder divino para entrar na história como escravo, e como escravo se assemelhar ao humano (Fl 2,6-7). Ainda hoje soa escandaloso pedir a alguém que coloque a sua esperança em um Deus que se esvaziou do seu poder divino. Mas é essa fé e essa esperança que nascem da experiência de ver o Jesus ressuscitado. O evangelho de Marcos nos diz que a grande preocupação das mulheres no caminho do túmulo de Jesus era “quem rolará a pedra da entrada do túmulo para nós?” (Mc 16,3). Elas não tinham nenhuma esperança ou expectativa da ressurreição de Jesus. Foram lá somente por amor ao seu mestre, amor que não liga para a “contabilidade” das vitórias e fracassos e que não se deixa paralisar pela frustração dos desejos. Porque as mulheres amaram muito e perseveraram nesse amor apesar de tudo, elas viram Jesus ressuscitado e uma nova esperança nasceu na comunidade cristã. Elucido aqui alguns fundamentos da fé cristã, mas na consciência de que: A ‘revelação divina’ não é um depósito de informações corretas, mas sim um processo pedagógico verdadeiro.

1º A Igreja católica tem como fundador o próprio Jesus Cristo (Mt 16,18-19); e é governada segundo a forma bíblica: bispos (Atos 20,28, Fl 1,1, Tt 1,8), presbíteros = anciãos (Atos 15,2-6, 21,18; 1 Pdr 5,1) e diáconos (Atos 6,1-6). Ou seja, há uma autoridade com a sucessão apostólica (Mt 18,18; Jo 21,15-17); 2º A Igreja católica foi confirmada por Deus e inaugurada para o mundo com a vinda do Espírito Santo em Pentecostes (Atos 2) e segue as advertências bíblicas contra divisões, cismas e sectarismos (Mt 12,25; 16,18; Atos 4,32); Ela acredita na Santíssima Trindade, pois a Bíblia que diz que Javé é o Senhor (Det. 6,4), Jesus é o Senhor (Mat 21,2) e o Espírito Santo que é uma Pessoa (Atos 15,28) também é o Senhor (2 Cor 3,17). Segue os concílios que afirmam que Jesus sempre foi Deus com o Pai e o Espírito Santo, não comete heresias como alguns que afirmam que Jesus foi um anjo que se tornou um deus pequeno (Arcanjo Miguel). Se Jesus é um arcanjo e não Deus verdadeiro, ainda não fomos redimidos e Cristo não morreu para nos salvar, pois só Deus salva.

3º A Igreja católica está fundamentada na autoridade da Bíblia (Hbr 4,12-13; 2 Tm 3,16-17); da Tradição com a única mensagem de Cristo (2 Ts 2,15) e do Magistério (palavra do papa e dos bispos unidos a ele – Mt 16,19; Lc 10,16). Ela é coluna e sustentáculo da verdade ( 1 Tm 3,15). É desviar-se desta verdade crer na reencarnação e não na Ressurreição. Pois, a reencarnação é incompatível com a ressurreição, uma vez aceita a reencarnação exclui as principais doutrinas do cristianismo. Não há lugar na doutrina espírita a mais importante mensagem da Bíblia – Jesus “veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19,10). Não se conta a expiação de nossos pecados mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas (Hebreus 10,10). Não é necessário confessar pecados, pois não há perdão: Cristo não é a propiciação pelos nossos pecados ( 1 Jo 1,9; 2,2)? Paulo estava errado quando declarou: “Pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus: não de obras, para que ninguém se glorie”. (Ef 2,8-9). Para os espíritas não há salvos e perdidos, o juízo final é algo simbólico. Paulo por acaso não ensinou: “Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção” (1 Cor 15,42)?

4º A Igreja católica conservou a Bíblia com todos os livros do Antigo Testamento (46 livros), conforme o uso dos primeiros cristãos e confirmado pelos Concílios. E, quanto ao Novo Testamento, inspirada por Deus, estabeleceu os 27 livros. Não eliminou livros como fizeram os judeus nacionalista de Jâmnia no 2º século, Lutero e os reformadores (1517). Lutero eliminou o livro de Tiago, depois os seus seguidores voltaram atrás. Os 73 livros da Bíblia são suficientes para sabermos tudo o que necessitamos para a nossa salvação. O AT prepara a vinda de Cristo e o NT narra o que foi fundamental sabermos, o que foi normal não ocupa-se em narrar, por exemplo, a vida de Jesus Cristo dos doze anos até os trinta anos foi dedicada a família e ao trabalho, sem novidades que seriam necessárias sabermos. O que necessitamos saber e o que nos instrui sobre nossa salvação é verdade e sem erro, quanto a outros temas históricos e geográficos há erros humanos;

5º A Igreja católica tem os sete sinais da graça de Deus: os sacramentos. O Batismo (Mt 28,29), Batiza também crianças porque a Bíblia fala que todos precisam “renascer”, pela água e pelo Espírito, para entrar no Reino dos céus (Jo3,5). No batismo cristão, o que importa é nascer do Espírito Santo, afirma Jesus (Jo 3,6-8). Quem crer e for batizado será salvo (Mc 16,16). O batismo é a porta de entrada na comunidade cristã e novo nascimento (1 Cor. 12,13). Clemente de Roma em 96 d.C, conviveu com os apóstolos e afirma que batizar crianças é tradição apostólica: “Depois que recebeu o batismo, ela e sua casa”. ( Atos 16,15), certamente também as crianças, pois delas é o Reino dos Céus. Muitos dos cristãos dos últimos séculos negaram o batismo infantil, ao contrário da Tradição Cristã e da Bíblia (At 2, 37-39; 16,15; 16, 33; 18,8) (1Cor 1,16) (Cl 2,11-12). Crisma (Atos 8,18), Eucaristia (Mt 26,26-29), Reconciliação ou confissão (Jo 20,23), Matrimônio (19,3-9), Unção dos enfermos (Tg 5,13-15), e a Ordem (instituído por Jesus durante a última ceia, quando disse para fazerem isso em memória dele (Lc 22,19). Rejeitaram a doutrina das indulgências que são simplesmente o perdão do castigo temporal para pecado (penitência), pela Igreja (aqui na terra, Mt 16,19; 18,18, e Jo 20,23);

6º A Igreja católica crê na presença real de Jesus na Eucaristia (Jo 6,51.53-56). Eucaristia é Jesus e não mero simbolismo. Orientava a Didaqué, uma das fontes mais antigas da catequese cristã, foi escrita entre os anos 90 e 100 dC: “Reuni-vos no dia do Senhor para a fração do pão e agradecei....” A Igreja católica não faz restrições alimentares porque Jesus declarou puros todos os alimentos (Mc 7,14-23; Atos 10,9-16), e até bebia vinho (Lc 7,34; Jo 2,1; 1 Tm 5,23). Não é o que entra no homem que o torna impuro, mas o que sai do seu coração. O Levítico, livro cristão, não seria melhor dizer que é um livro abolido por Cristo? Todos os sacrifícios reduzidos a um (o sacrifício de Cristo adquire seu valor supremo, ele se oferece totalmente a si mesmo em ato de fidelidade ao Pai e de amor aos homens, por isso morreu para nos salvar), todas as distinções de animais puros e impuros envolvidas pelo dinamismo de Cristo, que tudo assume e santifica. A partir da plenitude e simplicidade libertadora de Cristo, o Levítico se nos mostra como catálogo de prescrições jurídicas abolidas, não recaiamos nelas. Cristo concentra, na sua pessoa e obra, o substancial e permanente das velhas cerimônias; estas, por sua vez, explanam e explicitam diversos aspectos da obra de Cristo. O Levítico revela a pedagogia paterna de Deus, compreensiva e paciente que canaliza a religiosidade do seu povo, mas ao mesmo tempo envia a palavra profética para criticar o formalismo, a rotina, o ritualismo, que são perigosos inerentes a toda prática religiosa. Critica-se a prática das procissões Católicas. Isso não é ir contra a Igreja primitiva e a Bíblia (Js 3, 5-6) ( Nm 10, 33-34) ( Js 6,4) (Js 3, 14-16) (Ex 25, 18-21) (Js 4, 4-5) (Js 4, 15-18)?

7º A Igreja católica professa quatro verdades fundamentais sobre Maria: ela é a mãe de Deus (Lc 1,43); permaneceu virgem antes, durante e depois de dar a luz ao Filho de Deus (Mt 1,16.18); em vista do seu divino Filho foi concebida sem pecado (Imaculada Conceição) (Lc1,28); terminado o seu tempo na terra foi elevada ao céu em corpo e alma (Assunção) (Ap 12,1-14). Um cristianismo sem Maria é empobrecido de um dado bíblico-dogmático precioso e renuncia, talvez, àquela “via de beleza” que, na humildade de um fragmento tão densamente humano, saber reconhecer a totalidade do milagre e as grandes coisas que o Onipotente fez em sua serva para falar a todos os que a chamarão bem-venturada” (Bruno Forte). Há uma diferença consubstancial entre veneração e adoração. Nós católicos veneramos Maria, Mãe de Jesus, porque a Bíblia chama Maria de “cheia de graça” (Lc 1,28); Mãe do “Filho do Altíssimo”(Lc 1,31); Mãe do Salvador (Mt 1,21); Mãe de Deus no meio de nós (Emanuel) (Mt 1,23); Mãe do “Filho de Deus”(Lc 1, 35); etc; Lc 1, 48-49; Gn 3,15; Is 7,14; Gl 4,4; Hb 1,2; Jo 19,26...Maria é a primeira discípula, foi a primeira a contemplar o rosto de Cristo, com olhar penetrante e capaz de ler no íntimo de Jesus, a ponto de perceber os seus sentimentos escondidos e adivinhar suas decisões, como em Caná (Jo 2,5). Somos convidados a rezar sem cessar ( 1 Tes. 5,17), por isso usamos o rosário. Os "evangélicos" afirmam a existência de outros filhos de Maria. A verdade é que para os conceitos orientais tradicionais, não se define a família como pequeno núcleo "pai-mãe-filhos", como conhecemos hoje, mas num amplo leque no qual se incluem tanto os parentes próximos como os distantes. No aramaico falado, usado por Jesus e seu povo, não havia uma diferenciação nos conceitos de parentesco (primo, tio, tia, irmão, sobrinho, etc...). A palavra que exprimia e englobava todo este parentesco era "irmãos", que os gregos traduziram por "adelfos". Assim, quando ouvimos falar que "tua mãe e teus irmãos estão lá fora..."
significa que Maria e os parentes de Jesus queriam protegê-lo um pouco da multidão. Não podemos confundir: "irmãos" de Jesus significa "parentes próximos" dele. Tiago e Joset, chamados de "irmãos de Jesus" são considerados, dentro desta lógica explicativa, de "parentes próximos" de Jesus e não "irmãos carnais" dele. Se assim não fosse, qual seria a necessidade de Jesus, no alto da cruz, entregar a João, o discípulo a quem amava, os cuidados de Maria quando disse: " Filho, eis aí a tua mãe" (Jo 19,27)? Não seria mais comum, Tiago e José, se fossem realmente filhos carnais de Maria, tomar conta de sua "mãe" após a morte do "irmão" Jesus? Os irmãos de Jesus que os evangélicos apontam sempre possuem outros pais, é só conferir quem eles dizem ser os tais filhos de Maria e José.

8º A Igreja católica ensina que adoração só a Deus cabe. A Virgem Maria os outros santos e imagens se veneram (a imagem sempre se refere a outro, veneração é respeito, amor, imitação), imagens sacras não são ídolos. Uma imagem não se identifica com a realidade, faz referências. Idolatria também é o conceito errado de Deus que se impõe ao povo, reduzindo Deus a um pobre curandeiro a serviço de alguns homens que Dele fazem seu servo, um servo de interesses imediatos e humanos. Quem venera uma imagem, venera nela a pessoa que nela está pintada. No Antigo Testamento era proibido a imagem de Javé, por ser Javé um Deus que não se vê e, por isso, não pode ser representado, mas o próprio Deus manda fazer querubins para a arca. No Novo Testamento, Deus se encarna e Cristo é a imagem do Deus invisível (Cl 1,15). A santidade é capaz de transfigurar a natureza, atacar as imagens é negar a encarnação do Verbo. Quem confunde mentalmente e na prática imagens de Deus verdadeiro e dos santos que viveram a fé, com imagens de ídolos, ou de coisas proibidas pela Bíblia para serem adoradas, não tem condição nenhuma para pregar a Palavra de Deus ou a Bíblia de uma forma correta e objetiva. Pois, não distinguindo imagens de ídolos, colocando tudo dentro do mesmo saco, poderá distinguir outras coisas?

9º A Igreja católica crê na doutrina bíblica do céu ( 1Cor 2,9; Ap 21,3-4), inferno (Mc 9,43-44) purgatório e no valor da oração pelos mortos ( 2Mc 12,39-45; 1 Cor 3,11-15; Tb 12,12; 1Cor 15,29; 2Tm 1,16-18); Pois, os justos não ficam na morte, estão guardados em Deus ( Cl 3,3), por isso, a intercessão da Virgem Maria e dos santos, está conforme o testemunho apresentado pela própria Escritura ( Gn 18,23-31; Ex 32,11-14; Rom 1,9; Tg 5,16). Crê na existência dos anjos, e também na eficácia do seu auxílio (Ex 23,20-23; Tb 3,25; Sl 90,11);

10º A Igreja católica tem consciência de que o sábado foi uma instituição mosaica temporária dada aos judeus, ab-rogada por Cristo e, em conseqüência, não mais vigente hoje. Por causa da vida, morte e ressurreição de Jesus, as festas do A.T. já estão cumpridas, e continuar observando-as significa ainda estar na Antiga Aliança. Os cristãos adotaram a observância do domingo, não como uma continuação do sábado bíblico (libertação do Egito), mas como uma nova instituição estabelecida pela igreja primitiva para celebrar a ressurreição por meio da celebração da Santa Ceia. Não se trata de uma mudança do sábado para o Domingo (libertação do pecado e da morte), não foi meramente uma alteração de nomes ou números, mas uma mudança de significado, autoridade e experiência. Não há obrigatoriedade de guardar o Sábado na Nova Aliança: “Portanto, ninguém vos condene por questões de comida ou bebida, a respeito de uma festa, de uma lua nova ou de sábados. Tudo isso não passa de sombra do que devia vir, mas a realidade provém de Cristo. ( Colossenses 2, 16-17; Oséias 2, 13). Vale mais um Domingo do que todos os sábados sem ressurreição, sem libertação da morte. “A Lei e os Profetas vão até João...”(Lc 16,16 e Mt. 11,13). Em outras palavras, por causa da vida, morte e ressurreição de Jesus, as festas do A.T. já estão cumpridas, e continuar observando-as significa ainda estar na Antiga Aliança, como se Cristo não tivesse vindo. Portanto, o que vemos no Novo Testamento é que todos os Mandamentos são mantidos, menos o que diz respeito ao sábado. Mais de cem referências são feitas a nove dos Mandamentos, e nenhuma sobre o sábado. É preciso entender que o sábado, como dia santificado, foi um sinal entre Israel e Deus. Foi uma obrigação restrita aos judeus. A vinda do Espírito Santo, em Pentecostes (50º dia após a Páscoa, era o domingo, cf. Atos 2,1ss). Neste dia foi inaugurada a Igreja para o mundo. Portanto, fica claro que é um dia confirmado por Deus, dia da Igreja.

Existem textos bíblicos que nos mostram como eram as reuniões dos primeiros cristãos. Por exemplo em Atos 20,7: "No primeiro dia da semana estando nós reunidos para partir o pão..." (partir o pão é um dos nomes dados à Ceia do Senhor). 1Cor 16,2: "No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha à parte o que tiver podido poupar, para que não esperem a minha chegada, para fazer as coletas". Os escritos de Santo Inácio de Antioquia, Bispo de Antioquia, que escreveu por volta do ano 100, portanto bem próximo do início da Igreja. Carta aos Magnésios Cap. 9,1: "Assim os que andarem na velha ordem das coisas chegaram à novidade da esperança, não mais observando o sábado, mas vivendo segundo o DIA DO SENHOR". Primeiro citamos este texto para perceber que o DIA DO SENHOR não era o sábado. Um dos primeiros resumos da doutrina Cristã, chamado Didaqué (doutrina dos doze apóstolos), que é anterior ao próprio escrito de Sto. Inácio (portanto mais antigo), afirma: "Reunidos no DIA DO SENHOR, parti o pão e dai graças, depois de terdes confessado os vossos pecados, a fim de que o vosso sacrifício seja puro". Sem dúvidas o Sábado constitui o coração da lei de Israel. Mas para nós nasceu um dia novo: o dia da Ressurreição de Cristo. O sétimo dia encerra a primeira criação. O oitavo dia dá início à nova criação. Assim, a obra da criação culmina na obra maior da redenção. A primeira criação encontrão seu sentido e o seu ponto culminante na nova criação em Cristo, cujo esplendor ultrapassa o da primeira. (cf, MR, Vigília pascal: oração após a primeira leitura).

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Aborto

O aborto não é pena de morte?

É sim, não tenho dúvidas, é uma covarde pena de morte aos inocentes.No AT que ao invés de aplicar a pena capital a Caim (Gn 4,15). Deus colocou um sinal em sua testa para que não fosse assassinado.“Desde o princípio, Deus criou o homem e o entregou ao poder de suas próprias decisões... A vida e a morte estão diante dos homens, e a cada um será dado o que cada um escolher.” (cf. Eclo 15, 14-15.17). Parecido com o que Jesus proferiu: “Tratai os outros assim como quereis que vos tratem. Nisso consiste a lei e os profetas.” (Mt. 7,12). Será que: Quem quiser impedir violência terá obviamente que empregar violência? Estamos vivendo um período de guerras no Oriente Médio, Israelenses muito bem poderiam afirmar: Ora, foram usados todos os meios para deter os terroristas e agora temos que usar de meios sangrentos. Isso estaria de acordo com o CIC nº 2269: “A lei moral proíbe expor alguém a um risco mortal sem razão grave”. Já que por razão grave os terroristas ameaçam vidas humanas.Tendemos a sentir uma certa satisfação diante das poderosas imagens de castigos violentos encontradas na Bíblia, como as pragas deflagradas sobre os egípcios, como se não fosse José o interprete de sonhos, que os tivesse ensinado acumular nos celeiros. Será que a redenção de Cristo que oferece o perdão e convida a viver uma vida de caridade, é Cristo incapaz de curar a ferida resultante do pecado original? Muito infeliz a interpretação de Romanos 13 que diz que toda autoridade provém de Deus, isso nos obriga por fé a obedecer aos superiores que, com severas punições dos transgressores, sustentam seu poder, isso não pode jamais construir uma sociedade sem males e violência – “Não matarás”. Ex. 20,13.Todas as pessoas têm direito à vida. A vida é o maior dom de Deus. Ela deve ser respeitada como se respeita a imagem do próprio Deus. O que fazer com os casos extremos? Fazer valer a lei de talião? Não seria essa uma forma de vingança?
Olho por olho, dente por dente, esse era o método do faraó que depois foi usado por reis de Israel, mas sempre condenados pelos profetas e que ganhou nova luz com Jesus Cristo. “Ouviste o que foi dito aos antigos: Não matarás! Aquele que matar terá que responder em juízo. Eu porém vos digo: aquele que se encolerizar contra o seu irmão, terá que responder em juízo.” (Mt 5,21-22).É necessário arrancar de si tudo aquilo que pode levara ao assassinato: raiva, xingamento, maldição, chegando à plenitude do amor a Deus e ao próximo. O pedido de Jesus é claro, pode que se combata a vingança pelo perdão (Mt 18,22). Deu exemplo, perdoando aqueles que o mataram (Lc 23,34). Criticou a mentalidade que dizia: “Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo”. (Mt 5,43). Manda amar também os inimigos e rezar pelos que nos perseguem (Mt 5,44). Pela sua vida e palavra, Jesus mostrou o objetivo desse mandamento; “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância.” (Jo 10,10). Veja bem, TODOS TENHAM VIDA. Jesus se opôs ao sistema de morte e perdoou e acolheu o assassino que, com ele, estava pregado na cruz! Ele foi condenado pelo sistema de morte e morreu como um pobre, gritando e clamando ao Deus da vida (Mc 15,37). Jesus venceu a morte, venceu o mundo (1 Jo 5,4). Ao invés de continuar a propagar a violência, melhor seria que a nossa oração fosse para a conversão e o perdão – “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lc 23,34).
“Não se pode eliminar a pobreza por meio da eliminação dos pobres, assim como não se pode eliminar a violência de uma ‘gravidez indesejada’ mediante outra forma de violência, como é o aborto”(Dr.ª Zilda Arns)