quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Aborto

O aborto não é pena de morte?

É sim, não tenho dúvidas, é uma covarde pena de morte aos inocentes.No AT que ao invés de aplicar a pena capital a Caim (Gn 4,15). Deus colocou um sinal em sua testa para que não fosse assassinado.“Desde o princípio, Deus criou o homem e o entregou ao poder de suas próprias decisões... A vida e a morte estão diante dos homens, e a cada um será dado o que cada um escolher.” (cf. Eclo 15, 14-15.17). Parecido com o que Jesus proferiu: “Tratai os outros assim como quereis que vos tratem. Nisso consiste a lei e os profetas.” (Mt. 7,12). Será que: Quem quiser impedir violência terá obviamente que empregar violência? Estamos vivendo um período de guerras no Oriente Médio, Israelenses muito bem poderiam afirmar: Ora, foram usados todos os meios para deter os terroristas e agora temos que usar de meios sangrentos. Isso estaria de acordo com o CIC nº 2269: “A lei moral proíbe expor alguém a um risco mortal sem razão grave”. Já que por razão grave os terroristas ameaçam vidas humanas.Tendemos a sentir uma certa satisfação diante das poderosas imagens de castigos violentos encontradas na Bíblia, como as pragas deflagradas sobre os egípcios, como se não fosse José o interprete de sonhos, que os tivesse ensinado acumular nos celeiros. Será que a redenção de Cristo que oferece o perdão e convida a viver uma vida de caridade, é Cristo incapaz de curar a ferida resultante do pecado original? Muito infeliz a interpretação de Romanos 13 que diz que toda autoridade provém de Deus, isso nos obriga por fé a obedecer aos superiores que, com severas punições dos transgressores, sustentam seu poder, isso não pode jamais construir uma sociedade sem males e violência – “Não matarás”. Ex. 20,13.Todas as pessoas têm direito à vida. A vida é o maior dom de Deus. Ela deve ser respeitada como se respeita a imagem do próprio Deus. O que fazer com os casos extremos? Fazer valer a lei de talião? Não seria essa uma forma de vingança?
Olho por olho, dente por dente, esse era o método do faraó que depois foi usado por reis de Israel, mas sempre condenados pelos profetas e que ganhou nova luz com Jesus Cristo. “Ouviste o que foi dito aos antigos: Não matarás! Aquele que matar terá que responder em juízo. Eu porém vos digo: aquele que se encolerizar contra o seu irmão, terá que responder em juízo.” (Mt 5,21-22).É necessário arrancar de si tudo aquilo que pode levara ao assassinato: raiva, xingamento, maldição, chegando à plenitude do amor a Deus e ao próximo. O pedido de Jesus é claro, pode que se combata a vingança pelo perdão (Mt 18,22). Deu exemplo, perdoando aqueles que o mataram (Lc 23,34). Criticou a mentalidade que dizia: “Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo”. (Mt 5,43). Manda amar também os inimigos e rezar pelos que nos perseguem (Mt 5,44). Pela sua vida e palavra, Jesus mostrou o objetivo desse mandamento; “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância.” (Jo 10,10). Veja bem, TODOS TENHAM VIDA. Jesus se opôs ao sistema de morte e perdoou e acolheu o assassino que, com ele, estava pregado na cruz! Ele foi condenado pelo sistema de morte e morreu como um pobre, gritando e clamando ao Deus da vida (Mc 15,37). Jesus venceu a morte, venceu o mundo (1 Jo 5,4). Ao invés de continuar a propagar a violência, melhor seria que a nossa oração fosse para a conversão e o perdão – “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lc 23,34).
“Não se pode eliminar a pobreza por meio da eliminação dos pobres, assim como não se pode eliminar a violência de uma ‘gravidez indesejada’ mediante outra forma de violência, como é o aborto”(Dr.ª Zilda Arns)

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